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As 10 descobertas científicas da década

Em uma edição especial, a revista Science selecionou as 10 principais descobertas científicas da década.

A própria revista diz: “A lista cobre apenas uma pequena fração dos avanços científicos da década e, claro, muitos outros poderiam ter preenchido as páginas”.

Cosmologia
A última década trouxe avanços importantíssimos no que se refere à “receita” do Universo, e como ele se formou. Foram tantos avanços que a cosmologia ganhou uma teoria sólida que prevê que nosso universo é composto de apenas 4,56% de matéria comum, 22,7% de matéria escura e 72,8% de energia escura.

DNA antigo
O mundo pré-histórico pode ser melhor estudado com a descoberta de que moléculas como o DNA e o colágeno podem sobreviver por dezenas de milhares de anos, dando importantes informações sobre plantas, animais e humanos.

Graças a novas tecnologias de análise, este ano, cientistas do Max Planck Institute of Evolutionary Anthropology em Leipzig, Alemanha, publicaram o genoma de um Neandertal com 10 milhões de vezes mais DNA do que havia sido possível sequenciar em 1997.

Em 2005, duas equipes seqüenciaram 27 mil bases do DNA de um urso antigo das cavernas. Outra equipe seqüenciou 28 milhões de bases de um mamute e, com isso, descobriu que eles se diferenciaram dos elefantes africanos há cerca de 6 milhões de anos. Em 2008, a mesma equipe seqüenciou um mamute inteiro.

Água em marte
Em 2004, a sonda Opportunity, da Nasa, descobriu sinais de antigos oceanos ou lagos em Marte. Em 2010 mais evidências da presença passada e presente de água no planeta vermelho foram apresentadas.

Reprogramação celular
Na última década, pesquisadores descobriram como “reprogramar” células adultas, já desenvolvidas no que são as chamadas “células pluripotentes” que conseguem se transformar de novo em qualquer tipo de célula do corpo.

A técnica já foi usada para fazer células de pacientes com doenças raras mas o objetivo principal é conseguir criar células, tecidos e órgãos para transplantes.

Micróbios
A maneira de como enxergamos os micróbios e virús do nosso corpo mudou com o passar da última década. Cada vez mais, eles fazem parte da gente. Nove de cada 10 células do corpo são de micróbios. No sistema digestivo, mais de mil espécies possuem 100 vezes mais DNA do que nosso próprio corpo. Juntos, eles são chamados de “microbioma humano”. Na última década, os cientistas começaram a entender como seus genes afetam a maneira que absorvemos energia dos alimentos e como eles ajudam o sistema imunológico.

Exoplanetas
Qualquer planeta orbitando uma estrela que não o nosso sol é chamado de exoplaneta. Na última década, foram centenas encontrados: já são mais de 500 confirmados e, apenas o telescópio Kepler, da Nasa, possui uma lista de outros 700.

Inflamações
As inflamações ganharam uma importância extrema. Descobriu-se que elas são a força por trás de doenças crônicas que mataram muitas pessoas. Câncer, diabetes, obesidade e Alzheimer são exemplos de inflamações.

Metamateriais
Ao criar materiais com propriedades ópticas não convencionais, físicos conseguiram novas maneiras de manipular a luz, criando lentes que criam a ilusão de invisibilidade.

Mudanças climáticas
Há mais de 40 anos, pesquisadores se fazem 3 grandes perguntas: O mundo está aquecendo? Se sim, é culpa dos humanos? E seria a natureza capaz de superá-lo? Segundo a revista Science, nos últimos anos os cientistas passaram a concordar nas respostas: sim, sim e não. Os efeitos do aumento da emissão dos gases causadores do efeito estufa nos mares e geleiras foram mais rápidos do que o esperado.

O Genoma “escuro”
Parecia óbvio: o DNA diz ao corpo como produzir proteínas. As instruções estavam na forma de genes, e o RNA servia como mensageiro, carregando as ordens para as fábricas de proteínas das células e as traduzindo em ação.

Entre os genes há pedaços de “DNA lixo”, incoerente, inútil e inerte. Mas isso mudou. Na verdade, a regulação dos genes se mostrou extremamente complexa e pode ter sua resposta nesse chamado “lixo”.

Cientistas da Universidade de Lowa fizeram uma descoberta que se desenvolve rapidamente e lança mais luz sobre o misterioso tão-chamado “DNA lixo”, que constitui a maior parte do genoma humano.

A equipe, liderada por Beverly Davidson, Ph.D., professora da cadeira Roy J. Carver de Pesquisa Biomédica em Medicina Interna, descobriram um novo mecanismo para a expressão dos microRNAs — pequenos segmentos de RNA que não dão origem a uma proteína, mas desempenham um papel na regulação da produção de proteína.

Na pesquisa deles, Davidson e colegas não somente descobriram que os microRNAs podem ser expressos num modo diferente do que o previamente conhecido, eles também descobriram que parte do DNA lixo não é lixo de jeito nenhum, mas em vez disso se constitui de seqüências que podem gerar os microRNAs.

Outra descoberta é que os fatores químicos podem influenciar o genoma por gerações, sem necessariamente mudar a seqüência do DNA.



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Interessante, em 21/12/2010 às 09:57 por Juliane






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